sexta-feira, 28 de Setembro de 2007
quinta-feira, 27 de Setembro de 2007
quarta-feira, 26 de Setembro de 2007
Canções das flores
terça-feira, 25 de Setembro de 2007
segunda-feira, 24 de Setembro de 2007
Hoje, encheste as mãos de palavras
Hoje, Encheste as mãos de palavras
E atiraste-as ao meu peito.
Palavras aguçadas,
Cortantes,
Palavras sem depois,
Sem antes.
Palavras que não conheço,
Que sei que não mereço.
Palavras que não são tuas,
Nem minhas.
Palavras cruas
E sujas,
Palavras que apanhaste do chão.
Hoje,
Encheste as mãos de palavras
E atiraste-as ao meu peito.
E eu,
Chorando,
Procurei-te as mãos vazias,
E beijei-tas
Com o último fôlego do meu coração.
Imagem retirada de http://olhares.aeiou.pt
sexta-feira, 21 de Setembro de 2007
quinta-feira, 20 de Setembro de 2007
Restos

Restos.
De cor.
Vermelho. Forte. Odor. Quente. Corpos. Espelho. Calor. Dormente.
Macio. Pele. Gosto. Jasmim. Arrepio. Dentes. Lábios. Carmim.
Restos.
De amor.
Macio. Pele. Gosto. Jasmim. Arrepio. Dentes. Lábios. Carmim.
Restos.
De amor.
Imagem retirada de http://olhares.aeiou.pt/
terça-feira, 18 de Setembro de 2007
segunda-feira, 17 de Setembro de 2007
Quem?
Quem te chora se não vens? Se te perdes, quem te chama?
Quem te quer?
Quem te ama?
Quem te sente se não falas?
Se te escondes, quem te encontra?
Quem te espera?
Quem te ama?
Quem te beija se não ris?
Se te encolhes, quem te abraça?
Quem te sofre?
Quem te ama?
Quem é corpo do teu corpo?
Oxigénio do teu ar?
Fome da tua fome?
Alívio do teu pesar?
Quem?...
Quem te ama apenas por te amar?...
quinta-feira, 13 de Setembro de 2007
Inteiramente tua

Inteiramente tua.
Em cada gesto escondido nas brumas do anoitecer,
Em cada olhar perdido no horizonte do teu ser,
Em cada pensamento,
Em cada suspiro que ofereço ao vento,
Em cada desejo,
Em cada vontade,
Em cada silêncio da minha saudade.
Em cada gesto escondido nas brumas do anoitecer,
Em cada olhar perdido no horizonte do teu ser,
Em cada pensamento,
Em cada suspiro que ofereço ao vento,
Em cada desejo,
Em cada vontade,
Em cada silêncio da minha saudade.
Imagem retirada de http://olhares.aeiou.pt
segunda-feira, 10 de Setembro de 2007
Passam-se os dias e tu não regressas
Passam-se os diasE tu não regressas.
Cansam-se as horas
De tantas demoras,
Lamentam-se as noites,
Desgastam-se as promessas...
Acaba-se o tempo,
Mudam-se os rumos
Do nosso vento...
Despe-se o mundo
De ti e de mim,
Deita-se e dorme
Um sono profundo
De meses, de anos
De minutos sem fim...
Já velho e cansado
Acorda sonhando
Encontrar-te enfim...
Mas morre esperando,
Sozinho, sem pressas,
Pois passam-se os dias
E tu não regressas.
quarta-feira, 5 de Setembro de 2007
segunda-feira, 3 de Setembro de 2007
Agitam-se ventos nas ruas do meu peito
Agitam-se ventos nas ruas do meu peito. Ventos mornos, ventos calmos,
Ventos que percorrem um caminho perfeito.
Ventos que assobiam, em cada esquina,
Palavras de amor, em surdina.
Não há distância que os trave,
Voam mais alto que a ave,
Constroem pontes,
Atravessam rios,
Para se fazerem sentir,
Para que os possas ouvir ...
Agitam-se ventos nas ruas do meu peito,
Quando a ele te encostas, gentilmente, para dormir...
Imagem: "Woman With a Parasol" de Claude Monet






































