sexta-feira, 28 de Setembro de 2007

Dói-me a alma













Dói-me a alma
De tanto te amar.
É uma dor profunda,
Que não dorme
E não me deixa descansar.
Uma dor que dói em segredo,
Uma dor vestida de medo,
Medo de um dia não te encontrar...

quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

Simples


Simples como a água,
Como a leveza de uma pétala de rosa,
Como a luz fresca da manhã,

Como o cheiro amendoado do Verão,

Assim é amar-te...

Ao simples toque da tua mão...

quarta-feira, 26 de Setembro de 2007

Canções das flores













Quando os rios se cobrem de saudade,
As flores cantam canções de embalar
E adormecem as lágrimas doces de te esperar...

Imagem retirada de: http://olhares.aeiou.pt/

terça-feira, 25 de Setembro de 2007

No teu sorriso


No teu sorriso nascem as minhas asas
E morrem todos os céus.


Imagem retirada de: daysandnights.wordpress.com

segunda-feira, 24 de Setembro de 2007

Hoje, encheste as mãos de palavras

Hoje,
Encheste as mãos de palavras

E atiraste-as ao meu peito.


Palavras aguçadas,
Cortantes,

Palavras sem depois,

Sem antes.


Palavras que não conheço,

Que sei que não mereço.

Palavras que não são tuas,

Nem minhas.

Palavras cruas

E sujas,

Palavras que apanhaste do chão.


Hoje,

Encheste as mãos de palavras

E atiraste-as ao meu peito.

E eu,
Chorando,
Procurei-te as mãos vazias,

E beijei-tas

Com o último fôlego do meu coração.

Imagem retirada de http://olhares.aeiou.pt

sexta-feira, 21 de Setembro de 2007

O meu grito


Grito para soltar o meu grito
Esse grito que repito
E repito
E repito
Enquanto grito
E grito
E grito
E GRITO!

Imagem: "O Grito" de Edvard Munch

quinta-feira, 20 de Setembro de 2007

Revelação

Hoje revelo-me
Tudo o que sou
Por pouco que seja
Minh´ alma vos dou

Eu


Ruth

Restos













Restos.
De cor.

Vermelho. Forte. Odor. Quente. Corpos. Espelho. Calor. Dormente.
Macio. Pele. Gosto. Jasmim. Arrepio. Dentes. Lábios. Carmim.

Restos.
De amor.

Imagem retirada de http://olhares.aeiou.pt/

terça-feira, 18 de Setembro de 2007

Louca



Deixas-me louca

Quando com o teu olhar beijas a minha boca...







Foto de Roman Kasperki

segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

Quem?

Quem te chora se não vens?
Se te perdes, quem te chama?

Quem te quer?

Quem te ama?


Quem te sente se não falas?

Se te escondes, quem te encontra?

Quem te espera?

Quem te ama?


Quem te beija se não ris?
Se te encolhes, quem te abraça?

Quem te sofre?

Quem te ama?


Quem é corpo do teu corpo?

Oxigénio do teu ar?

Fome da tua fome?

Alívio do teu pesar?


Quem?...

Quem te ama apenas por te amar?...

quinta-feira, 13 de Setembro de 2007

Inteiramente tua


Inteiramente tua.
Em cada gesto escondido nas brumas do anoitecer,
Em cada olhar perdido no horizonte do teu ser,
Em cada pensamento,
Em cada suspiro que ofereço ao vento,
Em cada desejo,
Em cada vontade,
Em cada silêncio da minha saudade.


Imagem retirada de http://olhares.aeiou.pt

segunda-feira, 10 de Setembro de 2007

Passam-se os dias e tu não regressas

Passam-se os dias
E tu não regressas.
Cansam-se as horas

De tantas demoras,

Lamentam-se as noites,

Desgastam-se as promessas...

Acaba-se o tempo,

Mudam-se os rumos

Do nosso vento...

Despe-se o mundo

De ti e de mim,
Deita-se e dorme

Um sono profundo

De meses, de anos

De minutos sem fim...

Já velho e cansado
Acorda sonhando

Encontrar-te enfim...

Mas morre esperando,
Sozinho, sem pressas,
Pois passam-se os dias

E tu não regressas.

quarta-feira, 5 de Setembro de 2007

Sangue


És sangue do meu sangue, sangue de cada ferida, sangue de cada dor, sangue de despedida, sangue do meu corpo, sangue da minha alma, sangue do meu amor, és sangue que me dá vida.

segunda-feira, 3 de Setembro de 2007

Agitam-se ventos nas ruas do meu peito

Agitam-se ventos nas ruas do meu peito.
Ventos mornos, ventos calmos,

Ventos que percorrem um caminho perfeito.

Ventos que assobiam, em cada esquina,

Palavras de amor, em surdina.

Não há distância que os trave,

Voam mais alto que a ave,

Constroem pontes,

Atravessam rios,

Para se fazerem sentir,

Para que os possas ouvir ...
Agitam-se ventos nas ruas do meu peito,

Quando a ele te encostas, gentilmente, para dormir...


Imagem: "Woman With a Parasol" de Claude Monet