quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Infindável Recomeço


Persegues-me.
Quando menos quero encontrar-te
Surpreendes-me,
Surges dentro de mim.
Desesperas-me.

És como uma imensa tatuagem.
Marcaste para sempre a tua imagem
Em cada linha curva do meu corpo.
Quero apagar-te.
Afastar-te com um sopro.
Calar-te.
Esquecer-te.

Mas sempre que adormeço
Reencontro-te
E ao acordar volto a perder-te

E assim vives em mim
Neste infindável recomeço.



Foto trabalhada de Hendrix e retirada de pracadarepublica.weblog.com.pt

7 Comments:

Blogger Mr.Blogger said...

Excellent photos and poems !

Keep the great work going on !!

11/16/2006  
Blogger Juro said...

"és como uma imensa tatuagem."...

... muito bom !

11/16/2006  
Blogger Et said...

Pois é, (in)felizmente quase todos nós já sentimos o que tão bem descreves neste "infindável recomeço".
Felizmente, porque é sinal que já sentimos o amor, Infelizmente porque é sinal que também já sentimos a mágoa da sua perda.

11/16/2006  
Blogger anamoris said...

Tenho alguém assim debaixo da minha pele. Há muitos anos, já me habituei a ele.
Beijos

11/17/2006  
Blogger Utzi said...

Mr. blogger, thanks for your visit :)

Juro, obrigada :) Beijinhos

Et, tens toda a razão... felizmente e infelizmente...
Muitos beijinhos, linda.

Anamoris... espero um dia dizer, como tu, que me habituei.
Muitos beijos

11/17/2006  
Blogger little_blue_sheep said...

:)

já sabes que adorei o poema...
beijos doces!
*

11/18/2006  
Blogger Utzi said...

Sei :) Mil beijos para ti!

11/19/2006  

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