quinta-feira, 8 de maio de 2008

Gosto de me ver chorar














Gosto de me ver chorar,

Sozinha, frente ao espelho,

Os lábios esborratados de vermelho,
Os olhos desfeitos
De tantos sonhos quebrados

Pelos teus dedos imperfeitos...

Vejo o cansaço no meu rosto,
As lágrimas de desgosto,

De tristeza, de saudade contida

De cada beijo que nunca aconteceu,

De cada abraço de despedida,

De cada toque teu...


Gosto de me ver chorar
Porque te encontro aqui,

Neste choro...

E quanto mais provo o sabor a nada

Da tua ausência chorada,

Mais sede tenho de ti...


Imagem retirada de http://adistancianaoseparaumgrandeamor.nireblog.com

18 Comments:

Blogger antonio said...

O sabor a nada como a ausência, despertam-nos a sede.

5/08/2008  
Blogger farfalla said...

lindo :)

eu tb tenho uma queda para as lágrimas, elas e a chuva :)

_baci_

5/08/2008  
Blogger Pedro Branco said...

Fortes são as correntes deste rio
Que em espelho de mim se projecta
Quando a dor por entre o sangue penetra
Só para me dizer que tudo é fome e arrepio...

Fortes são as transparências brilhantes
Que em choro inunda mais uma foz
Quando me calo no grito de nós
Só para trazer de volta os nossos instantes...

Fortes são os soluços da alma em chama
Que em fogo me queima e se evapora
Quando teima em não ir embora
Só para me lembrar: é assim quem ama!

5/09/2008  
Blogger Baraújo said...

mas sorri!

apenas... sorri... sorri sempre depois de uma lágrima caída...

adorei ler... reli... e voltei a reler... e no meio destas lágrimas estendo um lenço! com um sorriso

beijo terno

5/09/2008  
Blogger nuvem said...

Antonio, é verdade. Beijos

Farfalla... :) Obrigada pela visita e pelas palavras deixadas. Espero que voltes. Beijos

Pedro branco, lindo poema :) Beijos

Baraújo, ainda bem que apreciaste... E tens razão, no meio destas lágrimas esboça-se um sorriso :) Beijos

5/09/2008  
Blogger Nilson Barcelli said...

Mas eu não gosto de te ver a chorar, ainda que nunca te tenha visto a rir...

Mas gosto de ler os teus poemas. Este, embora tristonho, é um poema que nos toca, não só pela excelência da escrita como também pelos sentimentos (mesmo adormecidos) que ele nos desperta.

Bom fim de semana,
Beijinhos.

5/09/2008  
Blogger nuvem said...

Nilson, obrigada pelas palavras gentis que me deixaste. É sempre muito bom saber que aprecias o que escrevo. Um beijo e bom fim de semana também para ti :)

5/09/2008  
Blogger Brain said...

Nuvem,
Não.
Definitivamente não.

Não gosto de pensar sequer,
Que gostes de te ver chorar.

Gosta de te ver sorrir.
Gosta de te veres SEMPRE sorrir.

E aí,
Quando te sentires sempre sorrir,
Num sorriso que nasce no mais profundo interior de ti,
Aí sim!
Aí, olha-te sempre no espelho,
Para te veres sorrir,
E lembrares-te sempre assim!
Sorrindo!

Não gostes de te ver chorar...
Não gostes...

Um BEIJO Meu!

PS: O escrito em si... esse sim!
Por ele... forma-se em mim o sorriso de sempre,
Da satisfação que me dá ler-te!

5/09/2008  
Blogger Martim said...

chorar limpa a alma e mostra aquilo que realmente pensamos e sentimos...

o choro acompanha a tristeza e a alegria...por isso, chora pela alegria e nao pelo que de mau acontece:)
beijo

5/09/2008  
Blogger LNeves said...

Deves ficar bem melhor a sorrir miuda!!!

***MUAH*** e anima-te boneca ;)

5/09/2008  
Blogger Donagata said...

Adorei o poema. Adorei este choro de saudade mas também de reencontro. E chorar é preciso.Contudo, gosto muito mais de a ver rir.É bom ver uma nuvem a deixar espreitar o sol!

Um grande beijo

5/10/2008  
Blogger Carol Barcellos said...

Continuo não me lembrando de quando permiti que você publicasse esse meus sentimentos "secretos". ;o> Hahaha...

Nuvem querida, muitas vezes, é só no choro mesmo que encontramos aquele de quem sentimos falta. O choro muitas vezes é mágico, e nos traz lembranças quase virtuais, como se assistíssemos ao filme de nossas vidas por um minuto surreal.

Maravilhoso poema, perfeito e mais bonito a cada palavra.

Beijos doces cristalizados!!! :o*

5/10/2008  
Blogger Oliver Pickwick said...

Mostraste muito bem esta força poderosa que é o amor. Como a própria espécie humana, mesmo nos meios mais adversos, insiste em prevalecer.
Um beijo!

5/10/2008  
Blogger Vieira Calado said...

Ai, o amor, o amor!...
Beijinhos

5/10/2008  
Blogger BlueVelvet said...

Lágrimas de saudade de alguém que não nos matam a sede.
Magnífico, como sempre.
Beijinhos e bom fim-de-semana

5/10/2008  
Blogger OUTONO said...

Espero que o "sabor" do texto (empolgante) seja uma nuvem passageira.

Se não é o caso, óptima narrativa, aromático enleio, e excelente apetência para "agarrar" leitores.

Já há uns tempos que não passava por aqui. Perdoa-me!

Beijinho saudade

5/11/2008  
Blogger nuvem said...

Brain, eu gosto de acarinhar as emoções que vivo. O choro, assim como o riso, fazem parte da vida. Ainda bem que gostaste do poema. Beijos :)

Martim, de facto existem vários sabores para as lágrimas... :) Beijo

Ineves, pois, favorece-me mais efectivamente hehehehe :p Beijoquinhas

Donagata, fique descansada, nesta nuvem o sol espreita sempre! Mil beijinhos

Carol barcellos, é isso mesmo minha querida, gostei da imagem que pintaste com as tuas palavras. Beijinhos :)

Oliver, sem dúvida, não existe força maior no mundo. Beijos

Vieira calado :) Beijos!

Bluevelvet, obrigada querida :) Mil beijos para ti

Outono, obrigada pelas bonitas palavras deixadas :) E o importante é que não te esqueceste da morada desta nuvem no céu :) Beijinhos

5/12/2008  
Blogger Adriano Caroso said...

Que coisa bonita. Me fez lembrar de uma música do nosso genial Chico Buarque. Veja como ela é bela também:

A MAIS BONITA
(Chico Buarque)

Não, solidão, hoje não quero me retocar
Nesse salão de tristeza onde as outras penteiam mágoas
Deixo que as águas invadam meu rosto
Gosto de me ver chorar
Finjo que estão me vendo
Eu preciso me mostrar

Bonita
Pra que os olhos do meu bem
Não olhem mais ninguém
Quando eu me revelar
Da forma mais bonita
Pra saber como levar todos
Os desejos que ele tem
Ao me ver passar
Bonita
Hoje eu arrasei
Na casa de espelhos
Espalho os meus rostos
E finjo que finjo que finjo
Que não sei

5/18/2008  

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