segunda-feira, 12 de maio de 2008

Não sei se partiste com o vento


Não sei se partiste com o vento,
Com o mar ou com os pássaros...

Não sei se levaste contigo as flores,

As palavras e tudo o que fazia sentido...

Só sei que te foste,

E que depois de ti

Tudo se esvaziou de vida...

E que nunca mais ouvi cantar o silêncio

Nos ecos de uma rua amanhecida.









Imagem retirada de http://olhares.aeiou.pt

36 Comments:

Blogger antonio said...

Belo poema, com um defecho magnifico.

5/12/2008  
Blogger as velas ardem ate ao fim said...

Não sei...

um bjo

5/12/2008  
Blogger Perla said...

A vida voltará...

Beijo

5/12/2008  
Blogger Romeu said...

Excelente imagem.
Em que ruas soam esses ecos?
Será em Óbidos?

Kiss

5/12/2008  
Blogger nuvem said...

Antonio, obrigada :) Beijos

As velas ardem até ao fim, um beijinho para ti :)

Perla, beijos :)

Romeu, honestamente não sei, mas é possível que seja Óbidos... Pelo menos faz lembrar esse ambiente um tanto mágico que só lá se encontra. Beijos

5/12/2008  
Blogger Donagata said...

Gostei mesmo muito desse "cantar do silêncio"... Por vezes a voz do silêncio é a que mais precisamos de ouvir.
Um grande beijo.

5/13/2008  
Blogger nuvem said...

Donagata, que bom que apreciou. E quanto ao resto, concordo em pleno. Beijos, muitos :)

5/13/2008  
Blogger Xisko the kid said...

"E que depois de ti
Tudo se esvaziou de vida..."

Levou tudo.

Espero que não tenha levado o teu amor próprio.

5/13/2008  
Blogger Brain said...

Há partidas,
Que nos deixam vazios...

Assim como há palavras,
Que nos ENCHEM!

Simples e no entanto Brilhante!

Um Beijo meu

5/13/2008  
Blogger Lenin aka JR said...

Mas é nessa rua amanhecida,
nessas paredes de cal branca e chão de pedra enegrecida,
que os ecos do silêncio se irão fazer ouvir.
Até ao dia que me vejas,
escrito nas memórias das nuvens que ainda estão para vir.

I can't help it...
Sabes que adoro fazer isto.... ;)

Beijos (com reverência e admiração),
João

5/13/2008  
Blogger Margarida said...

E, se partiste com o vento, que este te traga, de novo, ao encontro da minha pele, aos limites dos meus sentidos...
Lindo poema, tão simples!
Um beijinho
Margarida

5/13/2008  
Blogger Sam said...

Ahhh Nuvem, como é bom poder ler-te novamente... que falta me fizeste.

Bjos!!!!!!!!

5/14/2008  
Blogger nuvem said...

Xisko the kid, isso não pode acontecer jamais. Beijos

Brain, obrigada, és sempre muito generoso nas tuas palavras :) Beijos

João, bonito poema escreveste tu... Muito bem! Beijos

Margarida, muito obrigada :) Beijinhos

Sam, ainda bem que estás de volta! :) Também fazias falta aqui nesta nuvenzinha. Beijos

5/14/2008  
Blogger Joseph said...

Nuvem
Olá

Já estou bom da GRIPALHADA que apanhei e aqui estou.

Lindos poemas, no sentido estético, tens postado; quase todos tristes....
Mas como sempre e este não foge à regra, são autenticas pérolas provenientes de veia poética, ficção ou realidade.

Do fundo do coração, adoro ler-te.
São rimas que entram para dentro de nós e lá ficam, tristes ou alegres.

E agora que partiste, fico aguardando que regresses....

AMEI.

B Jinhus ternos;)**

(Se fores ao meu canto, pode ser que te rias um bocado.)

5/14/2008  
Blogger Sonho & Sedução said...

Que essa partida seja breve...

BEIJO COM CARINHO

5/14/2008  
Blogger nuvem said...

Joseph, obrigada pelas tuas palavras. Vou passar pelo teu cantinho, até porque rir pela manhã faz muito bem à pele hehehe :) Beijos

Sonho & sedução, um beijinho para ti :)

5/15/2008  
Blogger as velas ardem ate ao fim said...

Bjinho

5/15/2008  
Blogger nuvem said...

As velas ardem até ao fim, um beijinho também para ti :)

5/15/2008  
Blogger Maria João said...

Que descrição tão bonita da perda... que é sempre tão triste! :) A ausência, o vazio... é mesmo como nunca mais ouvir nada no silêncio!

Beijinhos, doce poetisa!

5/15/2008  
Blogger Narrador said...

Se calhar és tu que não ouves os ecos...e se calhar ele também não partiu...e está ao te lado. Porque tu acordas sempre acompanhada...Remember?

***

Excelente...As usual.

5/15/2008  
Blogger Oliver Pickwick said...

Querida Nuvem, escreve de maneira tão delicada, que até mesmo a melancolia contida nos versos, paradoxalmente, nos passa sensações de paz e harmonia.
A sintonia dos versos com a impressão de solidão da foto ilustrativa é perfeita.
Um beijo!

5/15/2008  
Blogger carteiro said...

Depois de uma rua amanhecida, há mais qualquer coisa que volta a fazer sentido...
Um beijinho.

5/15/2008  
Blogger Karina said...

Todo mundo que parte de nossas vidas, deixa um pouquinho de sí e leva algo de nós.
A imagem combinou perfeitamente com o texto, ótima escolha e mais um belo post.
Bjinhos, querida!

5/15/2008  
Blogger Baraújo said...

lindo...

"E que nunca mais ouvi cantar o silêncio
Nos ecos de uma rua amanhecida."

partidas que nos deixam sem folego. sem palavras... por vezes tornando ensurdecedor o silencio.

mas... ao virar da esquina há sempre novas surpresas. espero que te aguardem muitas. quando lá chegares.

enquanto isso. solto nas margens das fachadas um entoar de melodias... ao som de uma velha guitarra...
fazendo-me lembrar as belas ruas de coimbra... onde se ouve o fado rua acima..
e a rua do carmo em lisboa. onde a musica perscruta os ecos da cidade...

tudo isto me fez lembrar a imagem.

beijo terno

5/16/2008  
Blogger Sandro said...

Mas prefiro não te ouvir por teres partido, do que por te teres esquecido de mim...

5/16/2008  
Blogger Carol Barcellos said...

Realmente, não foi ele que levou as flores, foram as flores que partiram por causa dele.

A rua amanhecida só não é triste quando guarda por trás das janelas das casas quartos aquecidos e cheios de amor.

Beijinhos doces cristalizados, e um excelente fim de semana!!! ;o*

5/17/2008  
Blogger LNeves said...

Anima-te moça!!!!

***MUAH***

5/17/2008  
Blogger Romeu said...

Será que podemos contar com a tua presença nesta iniciativa?

http://legumesalteados.blogspot.com/2008/05/blogosfera-em-portugal_17.html

Fico a aguardar.
Obrigado.

5/17/2008  
Blogger Nilson Barcelli said...

Excelente poema cara amiga.
O final
"nunca mais ouvi cantar o silêncio
Nos ecos de uma rua amanhecida"
é simplesmente soberbo.

Bfs, beijinhos.

5/17/2008  
Blogger Carlos Ramos said...

Depois é o nada de um novo tudo...

Bj. Nuvem

5/17/2008  
Blogger MADRUGADA... said...

Ai de mim
que vás
nesta noite
de verão

confundindo
a primavera.

5/18/2008  
Blogger Adriano Caroso said...

Lindo, muito lindo. Embora não tenha comentado muito, tenho visitado seu blog e cada dia mais me encanto com seus poemas. Parabéns!
Passa no meu blog, deixei um presente pra você lá!

5/18/2008  
Blogger Alias said...

Espera... que de novo o silêncio se quebre e espalhe ecos por todas as ruas do teu corpo. Para de novo amanhecer um sorriso nos teus olhos marejados.
Beijinho

*Lindo texto senhorita ;D

5/18/2008  
Blogger Martim said...

lindo e arrepiante...adorei este poema:)

5/19/2008  
Blogger nuvem said...

Maria joão, obrigada querida bailarina :) Um beijo enorme para ti

Narrador, se calhar... :) Beijos

Oliver, tais elogios vindos de quem tão bem escreve, são uma honra sem tamanho. Muito obrigada. Beijos

Carteiro, e bom ver-te por cá de vez em quando :) Beijos

Karina, grande verdade, essa. Mil beijos :)

Baraújo, a imagem é, de facto, muito inspiradora :) Beijos

Sandro, tens razão, muitas vezes aquele que parte não nos esquece... E muitas vezes também aqueles que ficam, nem se lembram quem somos. Beijos

Carol, estou em falta contigo... Não passo no teu blog há muito tempo! Prometo fazer uma visita muito em breve. Mil beijos, minha querida :)

Ineves, eu só de ver esse teu sorriso na foto, fico já mais animada! hehehe :) Beijinhos

Romeu, lamento mas não poderei participar. Beijos e obrigada pelo convite :)

Nilson, ainda bem que apreciaste. Obrigada. Beijos :)

Carlos ramos, sem dúvida :) Beijos

Madrugada..., bonitas palavras. Beijos :)

Adriano, muito obrigada :) Um presente?! Fiquei curiosa, vou passar por lá :) Beijos e desde já obrigada!

Alias, sempre poético. Um beijo para ti :)

Martim, muito obrigada :) Beijos

5/19/2008  
Blogger tonsdeazul said...

Como sempre aqui encontro bonitas palavras.
Não, "não sei se parti[u] com o vento", mas sei que partiu numa noite de fim de Verão.

5/26/2008  

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