segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Movimento contínuo

Ouve o movimento contínuo do
mundo nos traços da palma da tua
mão, sente-o nas nuvens onde
pousas os pés,

tudo está em ti e para além de ti.
Antes mesmo de teres sido já existias
e, na verdade, nunca foste: És.

Terra e água e céu nascem no teu
peito, têm raízes no teu coração.
Nas tuas veias corre o vento, na tua
boca dorme o verso.

O tempo é infinito como a tua luz.

Não há nada entre ti e o universo.

2 Comments:

Anonymous Bruno Ribeiro said...

"Nas tuas veias corre o vento, na tua
boca dorme o verso."

Que o vento seja quente e o verso apaixonado.

Já há tanto tempo que não te lia do tanto tempo que me ausentei das palavras que vagueiam por entre os nossos versos.

bem hajas.
beijinho

Bruno Ribeiro
in
Tertúlia dos Sentidos

11/05/2014  
Blogger ruth ministro said...

O tempo é infinito quando se faz de poesia. Ainda bem que te lembraste do caminho de volta. Bem-vindo. Beijos.

1/15/2015  

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